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DRACO SAGA: O Despertar (vol. 1) - Trecho do 1º capítulo:



Foi quando uma grande interrogação surgiu em minha cabeça. Um cheiro que jamais havia sentido. Havia cavalos, dava para distinguir. E não apenas cavalos, mas sim saudáveis garanhões e éguas. Muitos deles. O que chamou minha atenção, no entanto, foi o que havia junto deles: alguma outra criatura que eu desconhecia até então. “Mas como?” — pensei sem encontrar a resposta.
Deviam estar a mais de cinquenta quilômetros, mas mesmo assim me abaixei no cume da montanha, pois seres inferiores não devem ter o prazer de vislumbrar tão majestosa criatura como eu, apesar de que dificilmente aquela ou qualquer outra criatura inferior conseguiria ver-me de tão longe. Forcei ao máximo minha visão e verifiquei que estavam se aproximando. Eram criaturas parecidas com elfos, montando cavalos, porém mais corpulentas que os fúteis elfos e ao mesmo tempo mais altas que os repugnantes anões.


— Que criaturinhas inferiores teriam surgido desta vez? — falei em voz alta.


Galopavam velozes em seus cavalos que arrancavam do chão nacos de grama e terra, levantando uma grande cortina de poeira por onde passavam. Certamente com pressa. “Mas, por quê?”
Concluí que também não serviriam como desjejum, pois o cheiro não era dos melhores. Portanto decidi pegar três ou quatro bezerros e voltaria o mais rápido possível para não perdê-los de vista. Foi o que fiz, mas me atrasei na volta porque a fome era enorme. Muito mais do que o normal. Por isso devorara mais dois grandes búfalos que finalmente saciaram minha fome.


Voltei quase ao fim da tarde e vi que aqueles seres inferiores tinham se aproximado bastante. Deviam estar a uns dez ou vinte quilômetros, mas pararam. Armaram acampamento e pareciam estar descansando. Acenderam algumas fogueiras e estavam assando carne de porco selvagem, constatei pelo cheiro. Tentei novamente entender que prazer alguns seres inferiores sentem em comer carne assada. Todo o sabor maravilhoso que a carne fresca tem, perde-se assim. Porém isso não importava naquele momento e então concentrei-me no que realmente interessava: eles estavam se aproximando da minha casa e isso não me agradava. Por isso abaixei-me o máximo que pude sobre a montanha e observei todos os detalhes. Contei cento e vinte e dois cavalos e cada um devia carregar um ser desses, mas estavam desmontados naquele momento e não consegui ver todos os cavaleiros. Alguns estavam à volta das fogueiras e os outros deviam estar nas tendas ou na mata próxima. Eu precisava saber por que estavam indo para minha casa. E mais do que isso, eu precisava saber que seres eram aqueles, o que queriam e, acima de tudo: por que raios eu ainda desconhecia todas estas informações.


A noite caía veloz e fiquei observando durante quatro horas, mais ou menos. Logo percebi que, embora certamente não fossem nem elfos e nem anões, aquelas criaturinhas tinham hábitos parecidos com os deles, como a necessidade de comer e dormir em tempos periodicamente curtos. Também como os elfos e os anões era provável que tivessem o hábito de dormir, principalmente à noite. Sendo assim, dormiriam à noite toda, o que me daria tempo para buscar as respostas as minhas dúvidas. E eu sabia exatamente onde buscá-las e quem  poderia provê-las: o grande Mestre.


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3 comentários:

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  2. ola
    "passeando" por ai, encontrei teu blog.
    poxa muito bom... adorei a proposta do livro. é bem o estilo que gosto de ler.
    muito bom ver a galera daqui escrevendo e publicando. parabens...
    ja to seguindo e participando da promo. loca p ler o livro.
    bjos
    @lucianeguareze
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